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quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Ameno dori me. Omenare imperavi. Ameno.

Era morto e gélido e minhas mãos ardiam, um dia caí e vi sangue esse sangue limpou as feridas e virei mais sangue, sou o sangue sem gravidade e hoje flutuo. O tempo e espaço não estão presentes até virar meus olhos e olhar para a memoria. Lá tem um jardim, quando virei sangue o jardim mudou, era morto e gélido, mas minhas mãos de sangue aqueceram o lugar, pude ver no horizonte uma parte nova, era verde. Quero chegar ao verde, sigo a água que me trouxe até aqui, a correnteza é forte e não consigo toca-la, mas só em estar ali perto, já sacia a minha sede. Um dia caí, tropecei, distanciei da água e veio um soldado, nele havia luz e não vi o seu rosto, havia luz. Estava num cavalo, foi breve, mas recordo muito bem, ele me levantou e retornei a andar. Ele retorna quando caio, mas não quero cair, isso atrasa minha ida ao horizonte de mata verde. O dono desse lugar onde ando tem saciado minha sede, as poças em que escorre de meu corpo regam o solo em que tenho pisado, viram frutas e posso comer, não tem me faltado nada.
Rei eu te sinto perto, mas quero chegar ao horizonte distante, o horizonte verde. Lá eu sinto que vou sonhar, ao sonho do sonho em que vivo. Acabará a dor e o sufoco, retira a dor, por favor, retira à dor, a ferida aberta o sangue cura. Retira a dor. Ardor. Queimou. Escorre em mim o sangue. Ardor. Amor. Obrigada; Senhor.

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